segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Terapia Familiar Sistêmica


Terapia Familiar Sistêmica

Treinamento para os profissionais do Centro Social da Paróquia Santa Luzia da Rede Salesiana de Ação Social, que através de seu departamento MSE/MA Santa Luzia, realiza o trabalho de acompanhar 120 adolescentes / jovens de ambos os sexos, na faixa etária de 12 a 18 anos, excepcionalmente até 21 anos de idade, residentes nos Distritos de Artur Alvim e Vila Matilde, que cumprem medida socioeducativa de Liberdade Assistida e Prestação de Serviço à Comunidade.

Datas Previstas:                 17 e 31/08/2012                 das 17h30 às 21h30
                                               14 e 28/09/2012                  das 17h30 às 21h30

Local:  Rua Augusto Conradi, 28 - Jardim Vera Cruz.

O Pensamento Sistêmico, conceituado como o Novo Paradigma da Ciência.

O pensamento Sistêmico teve como eixo em sua origem, os pressupostos da Teoria Geral dos Sistemas, desenvolvida por Bertalanffy em 1947, que define um sistema como um complexo de elementos em interação, sendo que estes elementos são subsistemas que não podem ser decompostos (integrantes familiares).
A luz dessa teoria, a família foi entendida como um sistema com regras específicas de funcionamento e organização que regem as relações entre seus membros. Logo pensar sistemicamente é concentrar-se no padrão dos relacionamentos dentro de um sistema, e não apenas nas suas partes, ou seja, é olhar todos os familiares e não apenas o paciente identificado, é olhar de forma ampla, circular e contextual. Inclui ainda conhecer um pouco mais sobre as relações que estas pessoas estabelecem com seu meio para compreender melhor suas ações e pensamentos. 
Segundo a visão sistêmica, o homem é visto de forma ampla bio psicossocial, ecológico e espiritual.
A concepção de família como um sistema (aberto, vivo e dinâmico), pressupõe um jogo de partes interdependentes onde cada membro afeta e é afetado pelos outros.
E segundo a concepção sistêmica, o cliente identificado nada mais é do que alguém que emerge um sintoma que é de toda a família, e que através deste concretiza-se um problema, que surgiu ao longo da trajetória desta família e  que veio se arrastando ao longo de sua história.

O contexto de vulnerabilidade social e o tratamento familiar sistêmico como recurso

            Os sistemas de serviços humanos, em geral, tratam os problemas tendo como base o indivíduo, por exemplo, a gravidez de uma adolescência, ou a delinqüência de um jovem. Com os serviços compartimentalizados e os indivíduos categorizados estritamente segundo os sintomas que apresentam, há uma atenção insuficiente à pessoa como um todo ou às famílias e ao contexto social.  No caso de um jovem infrator, o envolvimento familiar é essencial para ajudar na transição de volta à comunidade, para dar suporte educacional e treinamento ocupacional, reduzir o estresse familiar e fortalecer o funcionamento e apoio familiares. Sem trabalhar as famílias, esses jovens são extremamente vulneráveis a atração de voltar às gangues de rua, o que, à sua própria maneira, oferece uma alternativa à coesão familiar pela qual eles anseiam. Em meio ao envolvimento destrutivo com a violência, o crime e as drogas, as gangues também oferecem aos jovens identidade, liderança, lealdade, respeito e apoio mútuo e proteção que, em geral, faltam nas próprias famílias. Quando tais elementos são armazenados na base familiar, o lar pode se tornar uma âncora para os jovens em risco, fortalecendo sua resiliência.  Muitas famílias, especialmente de comunidades pobres possuem crises freqüentes e estresses persistentes que oprimem seu funcionamento.

Com base nesta explanação, reforça-se e fundamenta-se a necessidade de tratar a família, porque:
·            Em um sistema onde um está adoecido, todos envolvidos também estão;
·            As relações estão conflituosas;
·            A comunicação é ineficaz;
·            Regras e fronteiras entre os membros estão mal-delimitadas;
·            O cliente em dificuldade precisa de apoio para se reestruturar;
·            A reestruturação do mesmo interfere nas relações familiares;
·            Os terapeutas precisam contar com a família, para obter melhores resultados;
·          Se a família também for tratada e bem orientada ela pode mobilizar recursos no cliente e encorajá-lo para uma melhor adesão ao tratamento;
·            Trazer a família para o tratamento:
o     é unir os seus integrantes em um só objetivo;
o    é estender nossas mãos a todos os envolvidos e dizer à família que ela não está só; e ajudá-la efetivamente a lidar com seus sentimentos de raiva, dor, medo, insegurança, culpa, ressentimento e conseqüentemente poder visualizar atividades, sentimentos e situações positivas e restabelecer a saúde mental;
o     é considerar o sofrimento de todos envolvidos;
o     é dividir a responsabilidade do tratamento entre todos;
o     é aumentar os recursos internos para expressar os sentimentos e aumentar a consciência de suas reações negativas condicionadas para poder evitá-las;
o     é ampliar os horizontes para manter uma interação saudável e não falar apenas sobre drogas, mas sobre projetos de vida.
o     é direcionar à  todos, rumo ao caminho da esperança e da saúde.

Objetivos da Terapia Familiar Sistêmica:

·           Investigar os sintomas, compreender sua função dentro de um contexto, identificar a qualidade das relações intra e extra familiares e propor mudanças.
·      Oferecer um novo olhar e uma nova compreensão do ser humano através de técnicas sistêmicas, que contemplem: o contexto vivido (família), meio cultural e momento histórico, de modo a gerar novas ações que  levem em conta a complexidade do mundo, pois muitas vezes as situações de crise estão incorporadas em problemas da comunidade e da sociedade mais ampla, que devem ser tratados, ou também estas crises podem ser desencadeadas pela padronização de comportamentos que precisam ser entendidos e ressignificados, ou até pela reativação de traumas passados que precisam ser compreendidos e integrados para aumentar a resiliência individual e familiar.
·           Ao tratar e orientar a família, estaremos valorizando esta instituição que é o modelo para a vida, o lugar onde desenvolvemos nossas primeiras e ricas experiências, onde aprendemos a nos relacionar, a trocar, ganhar, perder, a sentir prazer pela vida, a amar, enfim onde aprendemos a sermos mais humanos, e com o apoio da família, conseguiremos recuperar a capacidade destas pessoas de humanos mais equilibrados e felizes.

Programa do Treinamento para a Equipe:

·           Pensamento Sistêmico como novo Paradigma da Ciência, Pressupostos, Características;
·           Família como Sistema - Regras, limites, fronteiras, crenças, comunicação, frustrações e vínculos, 
·           Ciclo Vital Familiar, mudanças, crises, violência, compulsões;
·           O Sintoma dentro da família, o paciente como bode  expiatório;
·           O terapeuta e suas ressonâncias;
·           Principais tipos de Transtornos dos vínculos - Como compreender e tratar;
·           Dependência Química - A doença dos vínculos - Principais aspectos do tratamento;
·           Terapia Familiar Estrutural: Características e atuação;
·           Terapia Familiar Estratégica: Características e atuação;
·           Resiliência Individual e Familiar - Como desenvolver?;
·           Compreendendo a Transgeracionalidade - A herança inter e transgeracional - Os padrões repetitivos - Como passar de Escravo a Herdeiro de sua história;
·           Técnicas de Entrevista Familiar, Entrevistamento Interventivo - Perguntas Lineares, Circulares, Estratégicas e Reflexivas;
·           Construindo o Genograma da Família: Mapa das Relações Familiares - Conceito, função  e análise de casos clínicos;
·           Linha do Tempo como Instrumento de Diagnóstico e Intervenção;
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Quer saber mais sobre os serviços prestados pela instituição?
Entre em contato e tire suas dúvidas.

Serv. de Med. Socioeduc. em Meio Aberto Santa Luzia

MSE/MA Santa Luzia

Local:Rua da Padroeira, 83–Jardim Nordeste–São Paulo, SP

Marcia Morimoto - Gerente de Serviço
(11) 2045-5000 - R35 / (11) 2043-6262

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Instituições e ONGs interessadas neste programa, favor entrar em contato:
ale@psicologaale.com.br




Psicóloga Alessandra C R Chrisostomo
Agende sua consulta: (11) 99912-4878
Consultório no Tatuapé -  Rua Itapura, 300 - Próximo ao metro Carrão.

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