domingo, 25 de setembro de 2016

Relacionamento de Pais e Filhos na Era Digital




Atualmente muito tem se debatido sobre internet, era digital, comunicação virtual, e sobre as consequências de todas estas mudanças nas relações entre pais e filhos. A família tem sofrido alterações sim, tanto em sua configuração, quanto no aspecto hierárquico, comunicacional e informativo.
Então, vamos explicar um pouco melhor sobre tudo isto.
Há algumas décadas atrás, existia uma proximidade maior entre pais e filhos, os filhos pediam conselhos para seus pais, pois estes representavam uma referência à seus filhos, e a maioria das informações que contribuiriam para elaboração de seu mundo e para seu desenvolvimento psicossocial, tais como: crenças, valores,   e tradições, pois os pais eram exemplos a serem seguidos, e todo este universo de ensinamentos provinha desta relação, e este contato oferecia aos filhos maior segurança, estabilidade e amparo; isto não significa que não existiam problemas e conflitos entre gerações, e que tudo era perfeito ,  pois em muitas vezes talvez houvesse uma extrema rigidez, e uma delimitação de regras autoritárias e até pouco diálogo. E tudo isto certamente, necessitava de alguns ajustes.
Porém as famílias, de nossos pais e avós, se reuniam nas refeições, promoviam encontros, cultuavam rituais como: aniversários, casamentos, batizados, enfim estavam juntas em diversos momentos. As regras existiam e bem definidas, e faziam parte dos ensinamentos: disciplina, hierarquia e respeito, e que eram levados para outros contextos como: escola, grupo de amigos, sociedade em geral...
Com a influência da globalização, com a vinda da grande tecnologia, do mundo competitivo, mercado de trabalho e aumento exacerbado do consumo, gerando um consumismo alienante e fugaz, e com o surgimento contínuo de estímulos, a vida foi ficando cada vez mais complexa, e assim as famílias de hoje, possuem valores diferentes das gerações passadas e vem estabelecendo novas formas de relacionamento.
Os pais por sua vez, preocupados, buscam incessantemente melhores oportunidades para seus filhos, e muitas vezes não se dão conta, que o que mais eles precisam é de sua presença, seu conforto, sua segurança, seu acolhimento e de seu amor.
A fragilidade do relacionamento familiar e de outras formas de relacionamento reproduz a fragilidade dos laços humanos em um mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz, seja real ou virtual. Vivemos em uma sociedade cuja marca principal é a ausência de comprometimento, pois a “amizade de verdade” e o amor necessitam de dois itens, muitas vezes faltantes neste mundo onde tudo é pra agora: tempo e doação.
Hoje os filhos recebem um turbilhão de informações vindas das redes sociais e da internet, e seus problemas acabam não sendo mais discutidos com seus pais, e sim, “resolvidos” sem a ajuda deles.             Muitas crianças e jovens passam horas em frente a um computador, e quase nunca ou mesmo nunca, em frente a seus pais, em uma conversa amiga, amorosa e reconfortante; devemos ter bastante claro que esse uso excessivo poderá trazer ônus em suas relações reais atuais e futuras, bem como poderá até comprometer seu desenvolvimento bio e psíquico.       
Torna-se relevante ressaltar que, não podemos responsabilizar a tecnologia pelos prejuízos nas relações, porque se utilizada com funcionalidade, critério e equilíbrio pode ser considerada uma grande aliada, pois gera conhecimento, facilita nossa vida, e ganha-se tempo através dela.
Mas a pergunta é: ganhar tempo pra quê? Para ficarmos juntos e usufruirmos da deliciosa companhia de quem amamos?
Esta seria uma boa resposta, porém nem sempre esta é a resposta.
Mas um conforto diante de tudo isto... é que possuímos a condição para mudar este cenário. Como????
Utilizando toda esta tecnologia: tablets, smartphones, notebooks, como eles realmente são: recursos e instrumentos a serem usados, para otimizar nosso tempo e nosso dia a dia.  

E sobretudo, resgatando nossos vínculos e olhando de verdade para quem amamos, sem intermediações. Pois toda esta tecnologia NUNCA poderá substituir o “face to face”, o toque, porque são nossas relações que nos vinculam, elas são nossas raízes, que nos farão mais seguros, estáveis e  fortes, pois  são elas que nos humanizam, nos aproximam verdadeiramente da nossa essência, pois  é através do outro, que eu reconheço ainda mais a minha humanidade e consequentemente, poderá nos tornar plenos e mais felizes.

domingo, 21 de agosto de 2016

Dependência emocional

AMAR  SIM,  DEPENDER  JAMAIS !!!!

Este é um tema recorrente em meu consultório, e o que penso a respeito,
é que não podemos, e  não devemos amar ninguém mais do que a nós mesmos
E devemos sobretudo, respeitar nossos limites, para que  a nossa relação seja saudável e positiva.
O amor deve ser um sentimento que nos impulsiona, que nos transforma em alguém melhor, e não um sentimento que nos escraviza, nos fragiliza e nos faz sofrer. Merecemos sim, sermos amados (as), até porque  esta é uma necessidade básica humana,  mas pra isso, precisamos nos amar e nos valorizar.
Este sentimento, que é como uma tortura e uma escravidão psicológica, é chamado de dependência emocional.
Sentimento este, que muitas vezes nos coloca como reféns em nossos relacionamentos, sejam eles: pessoais, (amorosos), familiares, ou sociais.
É importante ressaltar que, tanto a dependência quanto o amor são sentimentos  fortes, e  que  muitas vezes se confundem, mas com algumas diferenças:

a) É que a dependência causa uma carência tão grande, que não conseguimos distinguir entre querer estar com alguém, e precisar estar, a dependência emocional causa um medo, medo de ficarmos sós, e este medo faz com que tomemos atitudes impulsivas, irracionais, porque não podemos admitir a condição de estarmos sós com nós mesmos.

b) Outra diferença, é que a dependência te distancia do seu verdadeiro eu, o amor pode trazer o melhor de você...
E neste momento, que representa um desespero para muitas pessoas, escuto a seguinte frase: “Melhor mal acompanhado do que só”.  Que triste forma de pensar, sabem o que é isso?
 É se conformar com pouco, e costumo dizer que se nos conformarmos com pouco, é isso que a vida nos oferecerá.  Acredito que todo ser humano merece nada menos  do que  o melhor.
Caso esteja vivenciando esta situação, procure ajuda, olhe de frente, não se contente com uma vida mediana, saia da sua zona de conforto, seja assertivo, e  busque sua felicidade; por mais difícil que possa parecer seu problema  SEMPRE tem solução.
Enfim... posso  dizer que  “ A dependência emocional te aprisiona e o amor te liberta””.
Mas pra isso, precisamos nos livrar das amarras do passado, e olharmos de frente para  nossas questões, enfrentarmos nossos medos.
Nascemos incondicionalmente para sermos felizes, mas pra isso precisamos fazer as escolhas certas!!!

E  lembre-se : só depende de você!!!   Se cuide  e se ame muito!!!

domingo, 24 de agosto de 2014

A FELICIDADE está ao alcance de quem faz as escolhas certas.

Desde o início de sua existência, um dos maiores desejos do ser humano, sempre foi a busca pela FELICIDADE. E... refletindo sobre o mundo contemporâneo , percebo  que com todos os avanços conquistados  por meio das Ciências tecnológicas e biomédicas, este grande desejo ainda não foi atingido; pelo menos para uma grande maioria dos seres humanos.

Tenho visto em meu consultório e constatado através de minhas experiências, como palestrante em empresas, escolas e em diversas comunidades, que um grande número de pessoas sofre muito, por meio dos mais diversos conflitos. As queixas mais frequentes são: desequilíbrio emocional e um descontentamento consigo mesmas, gerando angústia, perda de energia, de expectativas e uma tristeza profunda , assim como  distúrbios somáticos (em seu corpo físico) e em alguns casos chegando à depressão.  Dentre  outras queixas  que recebo,  estão as compulsões de diversas ordens:
·         - por medicamentos,
·        - por outras drogas como o tabaco, o alcool, a maconha, a cocaína e seus derivados e alucinógenos diverso
·        -  por alimentos,
·         - estéticas (estão sempre descontentes com o visual do corpo),
·         - digitais (não consenguem ficar longe de seus computadores, tablets e celulares),
·         - por jogos,
·         - por sexo e,
·         - por consumo excessivo e irreflexivo de bens materiais.

Todas estas compulsões possuem como pano de fundo, a carência emocional e a  dificuldade de estabelecer relações interpessoais saudáveis, tanto em seu núcleo famliar quanto em seu núcleo social e profissional. Uma desorientação quanto ao seu futuro, com total ausência de  projetos de vida, com poucas expectativas ou sem nenhuma, o que considero muito preocupante, pois o ser humano necessita  de projetos e metas em sua vida, sejam quais forem e independente da idade em que esteja, ele precisa querer...

Isto tudo tem ocorrido, porque muitas pessoas tem procurado aplacar suas tristezas, desilusões, frustrações, através de satisfações externas, ou seja, fora de si mesmas. E nossa sociedade contemporânea, tem fornecido em alta escala anestésicos e diversas soluções contra todas as dores e insatisfações internas e que não temos conseguido  lidar de forma correta e saudável. Porém todas soluções falsas, irreais, destrutivas e ineficazes. E todas com  objetivos de:  NÃO PENSAR, NÃO SENTIR E NÃO AGIR, na busca concreta, efetiva  e REAL de soluções que trarão um verdadeiro BEM ESTAR. Costumo utilizar a expressão: “ Só conseguiremos ser felizes, aprendendo a lidar com a realidade. Pois a fantasia é efêmera, rápida e fugaz.

Diante deste panorama, creio ser fundamental, resgatar e valorizar os aspectos subjetivos (internos), que fornecerão uma nutrição afetiva, e que promoverão um melhor equilíbrio emocional, que contribuirão no estabelecimento  de  relações interpessoais saudáveis, no desenvolvimento de um potencial criativo, que  possibilitarão na obtenção de projetos de vida, que trarão uma realização autêntica.

Enfim, para ser feliz é necessário equilíbrio: biológico, psicológico e social. E este equilíbrio está ao alcance de todos, para isto:

“DEVEMOS RESGATAR A CORAGEM E FORÇA 
QUE EXISTE DENTRO DE CADA UM DE NÓS.
  É NECESSÁRIO PENSAR, SENTIR, RECUPERAR NOSSA CAPACIDADE DE DESEJAR, RECUPERAR NOSSA CAPACIDADE DE EXPRESSAR DE FORMA SAUDÁVEL O QUE SENTIMOS, E AGIR EM BUSCA DO QUE QUEREMOS, 
POIS NOSSAS POSSIBILIDADES SÃO INFINITAS,
 BASTA FAZERMOS AS ESCOLHAS CERTAS.”

XXVIII SEMANA CULTURAL DE PSICOLOGIA DA UNG - 2014

 A Universidade de Guarulhos promoverá entre nos dias 25, 26 e 27 de agosto a 

XXVIII SEMANA CULTURAL DE PSICOLOGIA DA UNG.


No dia 25 às 8h45 estarei abordando o tema

  "O Fazer Psicológico dentro da Psicologia Institucional"

Para maiores informações, visite o site da Universidade Guarulhos:



domingo, 25 de agosto de 2013

Semana Cultural de Psicologia

A Universidade de Guarulhos promoverá entre nos dias 26, 27 e 28 de agosto a 

XXVII SEMANA CULTURAL DE PSICOLOGIA

 E 

I ENCONTRO DE PSICOLOGIA E PRÁTICAS INSTITUCIONAIS.


No dia 28 às 9h50 estarei abordando o tema "Dependência Química - A doença dos Vínculos"

Para maiores informações, entre em contato com a Universidade Guarulhos:
Tel. 2475-8300   -    www.ung.br   -     email: lkoller@ung.com





Psicóloga Alessandra C R Chrisostomo
Agende sua consulta: (11) 99912-4878
Consultório no Tatuapé -  Rua Itapura, 300 - Próximo ao metro Carrão.